Existem pessoas que são competentes em coisas sem importância, fora do seu foco real de trabalho, de sua profissão; em tarefas que não são avaliadas ou não interferem diretamente nos resultados da empresa ou de seu setor ou trabalho.
Ao invés de focar as coisas essenciais da vida, do trabalho, da função ou da empresa, coisas pelas quais é realmente avaliado, dedica seus esforços a algo que tem pouco ou nenhuma importância para os resultados da empresa. A empresa tem um objetivo que é crescer, prosperar, ter cash flow positivo, ter resultados positivos. Mas será que temos isso em mente?
Nossa obrigação em quanto profissionais é nos aperfeiçoar naquilo que sabemos fazer de melhor, lógico, sempre poderemos ter outras competências, aprender e desenvolver conhecimentos e habilidades novas, mas que não tomem toda a energia, todo o esforço. Temos uma função e devemos nos dedicar a ela, investir, aprimorar, para que nosso ponto forte se torne mais forte ainda, e para que consigamos desenvolver as competências adjacentes. Não quero entrar na discussão entre generalista e especialista, mas sobre o que é e o que não é importante, no que devo colocar minha energia, meu foco. Por exemplo, se trabalho no RH, mas coloco minha energia em desenvolver o site da empresa. Não me dedico às funções do RH tanto quanto as de web designer. Qual é minha real competência? Onde poderei me empenhar ao máximo?
Outro exemplo que acredito ser clássico é o seguinte: Fulano é muito bom para organizar festas. Consegue reunir todo mundo, monta as estruturas necessárias, coordena muito bem a equipe contratada para organizar e realizar as tarefas durante a festa. Suponhamos que esse Fulano seja um médico de uma clinica de especialistas associados. Daí numa conversa entre amigos perguntamos:
- Fulano como é?
- Ah! Ele é ótimo, sabe fazer uma festa como ninguém, tem carisma, organiza muito bem as coisas, planeja tudo muito bem, consegue atrair todos aos eventos, uma maravilha!
- Mas, e quanto à especialidade dele?
- Bem, é assim...nem tudo é perfeito. Ele é bom, mas sabe como é, organiza muito bem as confraternizações, as festas, os eventos...
Partindo desse exemplo, temos um excelente médico ou um excelente organizador de eventos. Onde está sendo dispensada a energia? Na especialidade dele como médico ou em outra coisa, que, para a profissão dele não tem importância? Talvez ele obtivesse maior sucesso profissional se trabalhasse com eventos.
Todos nós somos contratados para uma função, onde precisamos nos empenhar ao máximo para devolver resultados à empresa, que por sua vez, espera que sejamos competentes na função em que desempenhamos e para a qual fomos contratados; ou que pelo menos tenhamos interesse de nos desenvolver, crescer, aprender e nos tornarmos competentes.
Para uma pequena auto-avaliação, podemos fazer as seguintes perguntas:
- Quais são minhas competências?
- Quais são as competências necessárias ou esperadas para minha função? O que posso e devo desenvolver para ter melhor resultado?
- Dispenso a maior parte da minha energia na minha função ou em outras coisas?
- O que a empresa espera de mim? Quais são os resultados esperados?
Não é que não possamos nos dedicar em outras coisas ou atividades extra-função dentro da empresa, mas ter o foco de que temos responsabilidades e resultados a mostrar. Cabe um pouco de organização e ter uma pequena parcela de tempo e energia para essas tarefas sem comprometer a função. Podemos ser o organizador do churrasquinho da turma, do futebol da turma do escritório, do happy hour, do que for, mas não dedicar toda ou grande parte de nossa energia em coisas que não são essenciais em nossa função, em nosso trabalho.
Até a próxima!
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