terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Fornecedor: ajude-o a lhe ajudar!

      Com o mercado cada vez mais competitivo, busca por preços, prazos e qualidade tanto no atendimento quanto no produto, está indo de encontro com uma realidade, o mau atendimento aos fornecedores e prestadores de serviço. A empresa tem conhecimento de seus clientes ou nicho de mercado, faz cursos de atendimento, se dedica ao cliente, mas e aos fornecedores?
      Quem usa a ISO 9001 em seu processo de gestão, tem no oitavo princípio da Gestão da Qualidade que, deve existir um conceito de relações de mútuo benefício com os fornecedores. Isso que dizer aplicar o desenvolvimento de ambas as partes na busca por um produto ou serviço que seja rentável e lucrativo. E como prega a norma, fazemos seleções e avaliações deles com o objetivo de saber se poderão cumprir alguns requisitos necessários à empresa, podendo ser quanto ao prazo de entrega, preços competitivos, produto adequado ao processo produtivo, serviço necessário na empresa, políticas financeiras, etc..
     E se nós, empresas clientes fossemos avaliadas pelos nossos fornecedores, o que eles comentariam? Qual seria a visão deles em relação a nós?
     Muitas empresas pecam pela arrogância, acreditam que o fornecedor tê-la como cliente é um privilégio ou algo parecido. Completo engano. Uma empresa que pensa assim está com o destino traçado a conviver com fornecedores ruins ou penar para ter abastecimento de sua matéria-prima ou serviços necessários.
     Existem empresas que pedem produtos com especificações erradas, mandam informações incompletas, pedidos mal explicados, sem muitos detalhes e quando recebem a mercadoria, dizem que veio errado, é culpa do fornecedor. Será mesmo culpa do fornecedor? Existem outras que fazem questão de deixá-los esperando, o famoso “chá de cadeira”, isso é uma completa falta de respeito para com o profissional. E o resultado disso tudo é a falta de interesse da empresa fornecedora em atender a empresa cliente ou se atender, elevar os preços, não ter flexibilidade em prazos de pagamento, ou seja, “poda” os benefícios que poderiam ser oferecidos.
     Por exemplo, às vezes acontece de chegar ao local e não autorizar a entrada no estacionamento, a pessoa que monitora a entrada alega que não sabe ou não recebeu ordem para isso. Compromete, supomos, em caso de ser um evento, toda a programação, toda a logística.
     A gente vê e às vezes pratica. Quando queremos um produto ou serviço, queremos “para ontem”, traduzindo: o mais breve possível, mas na hora do pagamento, será que pagamos na mesma velocidade? Será que temos essa percepção de compromisso? Existem empresas que são enroladas, não pagam ou dificultam o pagamento, ou ainda demoram a pagar. Essas empresas acabam literalmente pagando mais caro pelo produto ou serviço numa próxima compra com esse fornecedor.
     É dever da empresa educar as pessoas no sentido de respeitar e facilitar o trabalho dos fornecedores, sejam de produtos ou serviços. A relação deve ser ganha-ganha, como propõe o oitavo princípio da Gestão da Qualidade. Sempre que solicitamos algo, por exemplo, uma manutenção elétrica predial, avise a todos os envolvidos, portaria, recepção, setor, etc.. É uma forma de você conseguir mais rapidamente a solução para o eventual problema, demonstra respeito pelo profissional que executará o serviço, e você pode ter uma empresa ao seu lado, ou seja, que não medirá esforços para lhe atender, do contrário, você poderá ter grande trabalho para conseguir bons fornecedores.
     Contribua para o desenvolvimento seu e de seu fornecedor. Ter bons fornecedores e mantê-los depende de como interagimos com eles. Forme amigos que lhe ajudarão a ir cada vez melhor no mercado, dessa forma, ele também poderá ir melhor! Identifique os seus fornecedores, e veja aquele que realmente se preocupa com o sucesso de seu cliente, que vai até ele, que não mede esforços por sua empresa. Seja você, amigo de seu fornecedor, construa uma parceria sólida de ganhos mútuos.

Até a próxima!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Anjos da guarda!

      Peça fundamental nas empresas, contribuindo com a manutenção dos Sistemas de Gestão e garantia dos produtos, o auditor pode ser considerado o “anjo da guarda”. É uma pessoa que tem como grande responsabilidade, verificar a adequação dos processos com relação às normas implantadas pela empresa.
Em alguns casos é visto com certa desconfiança. Talvez por que as pessoas pensam que “ele vai cobrar algo e não sei como fazer...”, “e se der branco?”, mas, o auditor nada mais fará do que comparar as regras estabelecidas, com o seu cumprimento, e por fim, com sua adequação a norma auditada. Ele de forma alguma faz parte da turma da inquisição, apenas irá verificar se o que está escrito é o que se cumpre, se a pessoa tem conhecimento da atividade e como ela é feita.
       É uma pessoa que nos mostra os caminhos, nos ajuda a melhorar atividades e processos. Não aponta apenas não conformidades que por ventura, sejam detectadas, mas também nos dão grandes oportunidades de melhoria; onde podemos usar a imaginação e ousar, ir além partindo daquela idéia, buscar algo mais.
       Esses são nossos auditores internos, mas não podemos esquecer também dos auditores externos, que se deslocam de um lugar para o outro. Pessoas com uma grande vivência, com grande experiência, que nos ajudam a enxergar coisas que não percebemos. O auditor externo também contribui, e muito, para que tenhamos sucesso, é “o olho de fora” como dizemos. Observar as coisas de outra ótica, de outras formas, e nos ajuda a crescer.
      20 de novembro, dia do Auditor, parabéns a todos os profissionais que contribuem para adequação das normas em suas empresas, participando da equipe de auditores internos. E parabéns também a todos os auditores externos, que não medem esforços para transmitir conhecimentos e agregar valor em suas visitas.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Saia do automático, preste atenção ao que está fazendo!


             É comum utilizarmos a comodidade oferecida pela informática em nosso cotidiano, por exemplo, preciso editar um contrato para uma empresa cliente. Edito no computador um contrato previamente feito, apenas copio e colo. Faço algumas mudanças, mas com a pretensão de ser ágil não reviso, não corrijo, e envio ao cliente.
            Note que na pressa, nós cometemos erros simplesmente por não dar a devida atenção às coisas que estamos fazendo. A rotina nos faz perder o senso de unicidade. Por exemplo, se trabalho no comercial da empresa, sempre lidarei com contratos e burocracias, apesar se ser a mesma tarefa, cada uma tem sua particularidade, seja num valor de fechamento, seja num prazo diferente, num percentual de desconto, que, se não percebemos, seguirá errado ao cliente, podendo causar desde o desconforto de corrigir até mesmo a perda da confiança por ver uma prática diferente daquela oferecida a ele.
            Outra situação é com relação ao envio de e-mails. Quando respondermos ou encaminharmos, cuidar para que siga corretamente ao destinatário. Às vezes, as informações contidas ou inseridas têm um peso relevante. Da mesma forma, cuidar com o envio de correspondências, um atraso ou envio errado pode comprometer uma negociação, pode ser fator decisivo para fechamento de uma negociação.
Um ponto que deve haver um cuidado mais apurado é com o que se escreve nos e-mails, principalmente quando encaminhar ou responder. Avaliar o histórico da mensagem, ver quais partes do texto interessam realmente e evitar comentários do tipo: “ele é um mala”, “esse cliente é um chato, diga que não!”. Lembre-se que é a imagem e reputação da empresa que esta em jogo nesse momento, assim como a credibilidade do profissional, que é colocada em xeque. Caso esse e-mail siga erradamente a um cliente, pode trazer sérios prejuízos para a empresa, sem que se saiba o por que.
Outro fator que nos leva a cometer erros é o excesso de confiança, esse, sem dúvida é um dos maiores contribuintes.  O hábito de não conferir leva ao erro. A rotina acaba proporciona uma margem significativa para que o excesso que confiança venha à tona. Geralmente escutamos “eu faço isso a anos!”, “esse é o meu dia-a-dia!”. E aí, quando percebe, o erro foi cometido, um relatório incompleto, um contrato com informações desencontradas. Em fim, o excesso de confiança motivou a ser ágil e não perceber os pormenores, as particularidades de cada situação.
E de que forma podemos corrigir essas falhas? Como podemos moldar nossas tarefas de forma que não tenhamos uma rotina? A resposta é conferir, estar concentrado naquilo que esta fazendo, cuidar do detalhe, é prestar atenção.
Tudo o que se faz, deve ser conferido. É importante criar o hábito de conferir antes de repassar a tarefa adiante, de repassar os documentos, para garantir que cheguem de maneira correta. O ponto que posso destacar é atenção ao momento presente, naquilo que está sendo feito.
Outra sugestão para que não esqueçamos dos detalhes é criar um check list para nossas tarefas, sejam profissionais ou particulares. Quando temos itens a cumprir, podemos elaborar um check list para não esquecer de pontos ou itens importantes. Por exemplo, para viajar, ter uma listagem de itens básicos e necessários que devo levar. Para redigir um contrato, informações que preciso ter, incluindo levantamento de particularidades acerca do contrato em questão com relação ao cliente. Outro exemplo, até mais comum que utilizamos é a famosa lista de supermercado, os itens primordiais que não podem faltar estão inseridos na lista, e sempre verificamos se tem algo a mais, para um jantar ou almoço em específico. Assim também pode ser para nossas tarefas no trabalho.
Quando temos atenção aos detalhes e estamos concentrados, com foco na tarefa, dificilmente ocorrerão erros. Se numa determinada parte do dia, a concentração apresentar falhas ou o trabalho daquele momento é maçante, pare um pouco e relaxe, caminhe, tome uma água, oxigene o cérebro, espaireça. Depois retome as atividades. Garanto que terá mais disposição e mais atenção aos detalhes para concluí-la.


Até a próxima!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

De quem é o compromisso?

   Deparamos-nos com diversas situações no momento em que a empresa decide que está pronta para partir rumo à uma certificação. A mais comum é o com relação ao compromisso com o processo de implantação. De praxe, esse movimento acontece, quando a Alta Direção percebe que a empresa está madura para ter um Sistema de Gestão. Presume-se que ela esteja preparada para algo mais.
   Mas de quem é o compromisso? O compromisso é de todos, da Alta Direção, do corpo gerencial, das pessoas envolvidas na conscientização e dos profissionais de um modo geral.
   Devemos expor a todos, os benefícios que se pode obter por meio de Sistema de Gestão, suas vantagens, como pode melhorar o dia-a-dia de todos na empresa em geral.

   Mas, quais benefícios podemos ter por meio de um Sistema de Gestão baseado na ISO 9001, por exemplo?

- Padronização dos processos;
- Controle das Atividades;
- Clareza nas Informações;
- Mensuração de Resultados;
- Planejamento de Atividades e Recursos;
- Gestão de Pessoas;
- Confiabilidade do Mercado;
- Mesma língua falada em toda organização independente de unidades;
- Visão pontual e global do desempenho organizacional;

    Esses são alguns exemplos, dentre uma série de outros que podemos perceber quando implantamos o Sistema de Gestão, seja da Qualidade, Ambiental, Estratégico ou outro. Não podem ser deixados de lado, devem ser mostrados e discutidos com o objetivo de permear a resistência ao novo.
   Esse é o “peixe” que se deve vender, mas não somente isso, mostrar os resultados também. Talvez um Gerente ou Diretor não entenda determinada atividade, mas por meio do Mapa de Processo, poderá compreender, ter uma visualização geral. Os números do desempenho de cada atividade, processo e mesmo da organização passam a ser visíveis, torna a análise mais rápida, facilita a tomada de decisão, motivas as pessoas a melhorarem o desempenho dos processos.
   Quando iniciamos o projeto para implantar o Sistema de Gestão, devemos ter em mente que a Alta Direção deve estar envolvida em todas as etapas, inclusive, recebendo os resultados obtidos de forma clara e objetiva; e também envolver pessoas de diversas áreas da empresa, o que chamamos de gestores da qualidade. Esses estarão incumbidos de levar as informações e auxiliar no processo de implantação.
   Se agregarmos isso às inúmeras ferramentas da qualidade e gerenciamento existentes hoje, tem-se uma organização munida de recursos e métodos de gerenciamentos eficazes. Permite que a empresa se torne auto-gerenciável em seus processos.
   O compromisso da Alta Direção deve ser exponencial. É dela que os demais níveis terão exemplos para seguir. Só que esse compromisso deve ser antes, durante e depois da implantação, é um compromisso contínuo.
   Todos, sem exceção, fazem parte do Sistema de Gestão. Na execução da sua atividade, no controle do seu processo, participando de auditorias internas como auditor, participando do(s) comitê(s) da qualidade ou outros grupos ou comitês.
   O Sistema de Gestão vicia (no bom sentido) e depois que conseguimos enxergar o todo e também o pontual de cada processo ou mesmo da organização, podemos vislumbrar novos horizontes acerca do processo de melhoria que podemos ter. A informação se torna clara e dispersa em igualdade a todos os níveis organizacionais.
   Não só a Alta Direção, mas todos devem estar comprometidos com o sucesso do Sistema de Gestão. Sair da zona de conforto não é uma tarefa fácil, por isso, um bom projeto auxilia nesse movimento, mostra os benefícios agregados e como a melhora será importante para todos. Tudo que é novo causa medo, receio! Aproxime as pessoas, façam delas peças importantes no processo, faça-as interagir, inclusive a Alta Direção. O compromisso começa na fase de implantação, e contínua durante a manutenção. É dever de todos.

Até a próxima!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Existe custo para mau comportamento?

      Sim existe! A falta de educação, de polidez, gera um custo elevado para a empresa, faz com que as pessoas se sintam mal e as repercussões são diretas no relacionamento com os clientes, entre os colegas de trabalho, afetam a qualidade do produto e também o relacionamento com fornecedores. Além desses pontos, a comunidade é afetada de maneira igual, pois há o reflexo do comportamento das pessoas, e isso acaba sendo externado, prejudicando até a imagem da empresa.
     O relacionamento interno é extremamente importante para que os demais possam fluir de maneira que crie um ambiente e um relacionamento agradável. Existem chefes rudes, que expõe suas idéias por meio de grosserias aos subordinados, e vice-versa também, que dizer, tratamentos agressivos, resmungos, cara feia. Também existem atritos entre colegas de mesmo nível hierárquico. Isso cria um clima de tensão ruim, talvez uma parte da atividade dependa do colega, e esse mau comportamento acaba gerando uma instabilidade, um mal estar, que mina o relacionamento, atrapalha as etapas de execução das atividades, e como conseqüência, resulta em insatisfação, em dissolução do trabalho em equipe.
     Como é o comportamento, a educação em relação aos clientes? E aos fornecedores? Vejam que são dois extremos vitais para a empresa. De um lado, aquele que sustenta a organização, de outro, quem abastece e dá suporte para que a empresa possa manufaturar ou prestar serviços, gerando capital. Tão importante quanto o atendimento ao cliente bem feito, com educação, com polidez, cortesia é o relacionamento com os fornecedores e prestadores de serviço. São eles que também garantem o sucesso da sua empresa. Formar uma parceria sólida faz com ambos prosperem.
     Quando um fornecedor é tratado mal, numa outra oportunidade, tenta se esquivar, procura criar barreiras para não atender as solicitações. Isso gera um custo enorme para a empresa, porque não é apenas, por exemplo, o fornecimento de matéria-prima, mas sim, a qualidade dela, o prazo de entrega, o valor pago, e tudo isso acaba por criar um clima ruim, impactando em toda negociação gerada com o cliente, que apenas espera o cumprimento do que fora negociado e acordado, ou seja, compromete todo o serviço da ponta comercial.
      Como podemos mapear e melhorar esse mau comportamento? Uma idéia se dá por meio de treinamentos em grupos, mas para isso, num primeiro momento, precisaremos levantar os comportamentos organizacionais que queremos melhorar. Saber o que é considerado falta de civilidade, falta de educação. Depois, listar esses comportamentos ditos como ruins e colocar aquilo que se espera, de que forma a empresa quer que as pessoas se comportem. Quando esses comportamentos estiverem compilados em forma de “código ou manual de bom comportamento”, disseminar a todos os níveis hierárquicos, deixando claro o comportamento que é esperado, não podendo haver nenhuma exceção de nível, nenhum desvio, todos, desde diretoria à chão de fábrica, igualmente, devem estar envolvidos, caso contrário pode cair em descrédito.
      É importante, para manter o bom relacionamento, sabermos separar o “pecado do pecador”. Isso que dizer que, por mais que se goste de uma pessoa, e ela tem um comportamento que não é adequado, falar abertamente a ela, qual ponto precisa ser modificado ou melhorado, é aquele dito “quem avisa amigo é” de uma maneira sem rodeios, mostrando os benefícios que a mudança de um determinado comportamento pode gerar. Temos que desmitificar a idéia de que “se eu falar algo ele ficará contra mim” ou “deixará de me tratar bem”.
      Colocar de forma clara quais atitudes refletidas em comportamentos devem ser mudadas é essencial para que a relação de todos seja positiva. Explicar para a pessoa o que realmente se espera do comportamento dela. Por exemplo, o que é ser educado para um não é o mesmo no entendimento do outro.
      Então, para conseguirmos eliminar o custo do mau comportamento, é treinar, comunicar o que se espera em relação ao trato com as pessoas internas e externas à empresa. É mostrar a importância de ser educado, polido, cortês, e os resultados e benefícios que esse tipo de comportamento trás e agrega na vida, tanto profissional quanto pessoal. Lembre-se de deixar muito claro o que se espera dos comportamentos, o comprometimento com o sucesso da empresa cabe a todos!

Até a próxima!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Se não puder cumprir, não prometa!

      Umas das condições para o estreitamento dos laços comerciais, prestação de serviços ou mesmo na família é cumprir o que prometeu. Gente, esse é um ponto fundamental para estabelecer a confiança entre duas partes que tem interesses em comum. De um lado alguém que oferece algo: um produto, serviço ou mesmo um favor. De outro, alguém que quer o produto, serviço, ou precisa do favor.
     Quando oferecemos algo, temos que estar ciente de seu desempenho, como funciona, ou se nos propomos a fazer algo, temos que ir até o local combinado e fazer o que foi combinado. Três pontos considero que são essenciais para que possamos cumprir o que prometemos:

1 – Conhecimento: Conhecer muito bem o que se oferece ou propôs a fazer é essencial para obter o resultado esperado. É comum, pessoas oferecerem produtos que mal sabem qual é seu funcionamento, o que pode e o que não pode fazer com ele. Mas, não somente isso, conhecer muito bem a empresa em que trabalha. Só o produto ou serviço, não garante o cumprimento do acordo. Se digo que a empresa tem assistência técnica ao cliente, mas a mesma é terceirizada. Se houver necessidade de quem o cliente irá cobrar? Cobrará de quem vendeu, da minha empresa. Da mesma forma em casa, quem ficou de arrumar a parabólica ou quem irá consertar o telhado? Quem se propuser deve fazer a tarefa.

2 – Prazos e horários: é importantíssimo o cumprimento dos prazos e horários estabelecidos. Ninguém gosta de esperar, principalmente quando se paga por algo, principalmente quando se programa. Até mesmo em casa. E qual será o resultado? Certamente insatisfação pelo não cumprimento do que foi combinado. O cumprimento desse pilar, também está baseado em conhecer a capacidade de atendimento da empresa. Não adianta eu estabelecer para o meu cliente um prazo de entrega de 20 dias, apenas para fechar a venda, se sei que na fábrica só aprontará o pedido com 30 dias. Criar expectativa sem depois efetivamente mostrar o resultado é perigoso. Da mesma forma para horários. Quando combinar um horário com alguém, lembre-se que o tempo é o capital mais caro que existe hoje e é irrecuperável. Se marcar as 15h00 do dia 10-10-2009 para uma reunião, lembre-se que é as 15h00, e não as 15h15min, portanto programe-se, só existe uma 15h00 do dia 10-10-2009. O sucesso de uma negociação, por exemplo, pode estar vinculada diretamente ao cumprimento do horário, no exemplo supracitado, os 15 minutos podem ser cruciais para efetivar a venda.

3 – Comprometimento: esse terceiro ponto como fundamental para o sucesso de qualquer tarefa, de qualquer coisa a que nos propomos fazer, ajudar, em fim, sentido pelo qual geramos motivos (motivação) para busca um resultado. Esse resultado é com certeza o sucesso, a felicidade de alguém por receber o que solicitou, por ser atendido quando precisou serviços. É a satisfação das pessoas. Compromisso é ir além do que todo mundo já faz, é se preocupar com o detalhe do detalhe, e cercar de todas as formas possíveis para que aquilo que fora combinado, aquilo que fora prometido seja cumprido. É o foco no resultado esperado, a satisfação de quem recebe um produto ou serviço que pediu.

      Esses pontos quando unificados, solidificam um sentimento que presumo ser muito forte, o sentimento de confiança. Essa confiança só é conquistada quando cumprimos o que prometemos, ou ao menos dizemos que não poderemos fazer algo, justificando o motivo, em alguns casos, não temos como satisfazer as necessidades solicitadas pelo cliente ou alguém, não temos condições de cumpri-las. Portanto, quando não puder cumprir algo, deixe claro, não crie falsas expectativas. Existem inúmeros exemplos em nosso dia-a-dia de pessoas que prometem, mas não cumprem o que foi combinado. Lembre-se, só prometa aquilo que pode cumprir, e cumpra o que prometer.

Até a próxima!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

No que sou competente?

      Existem pessoas que são competentes em coisas sem importância, fora do seu foco real de trabalho, de sua profissão; em tarefas que não são avaliadas ou não interferem diretamente nos resultados da empresa ou de seu setor ou trabalho.
     Ao invés de focar as coisas essenciais da vida, do trabalho, da função ou da empresa, coisas pelas quais é realmente avaliado, dedica seus esforços a algo que tem pouco ou nenhuma importância para os resultados da empresa. A empresa tem um objetivo que é crescer, prosperar, ter cash flow positivo, ter resultados positivos. Mas será que temos isso em mente?
     Nossa obrigação em quanto profissionais é nos aperfeiçoar naquilo que sabemos fazer de melhor, lógico, sempre poderemos ter outras competências, aprender e desenvolver conhecimentos e habilidades novas, mas que não tomem toda a energia, todo o esforço. Temos uma função e devemos nos dedicar a ela, investir, aprimorar, para que nosso ponto forte se torne mais forte ainda, e para que consigamos desenvolver as competências adjacentes. Não quero entrar na discussão entre generalista e especialista, mas sobre o que é e o que não é importante, no que devo colocar minha energia, meu foco. Por exemplo, se trabalho no RH, mas coloco minha energia em desenvolver o site da empresa. Não me dedico às funções do RH tanto quanto as de web designer. Qual é minha real competência? Onde poderei me empenhar ao máximo?
     Outro exemplo que acredito ser clássico é o seguinte: Fulano é muito bom para organizar festas. Consegue reunir todo mundo, monta as estruturas necessárias, coordena muito bem a equipe contratada para organizar e realizar as tarefas durante a festa. Suponhamos que esse Fulano seja um médico de uma clinica de especialistas associados. Daí numa conversa entre amigos perguntamos:

- Fulano como é?

- Ah! Ele é ótimo, sabe fazer uma festa como ninguém, tem carisma, organiza muito bem as coisas, planeja tudo muito bem, consegue atrair todos aos eventos, uma maravilha!
- Mas, e quanto à especialidade dele?
- Bem, é assim...nem tudo é perfeito. Ele é bom, mas sabe como é, organiza muito bem as confraternizações, as festas, os eventos...

     Partindo desse exemplo, temos um excelente médico ou um excelente organizador de eventos. Onde está sendo dispensada a energia? Na especialidade dele como médico ou em outra coisa, que, para a profissão dele não tem importância? Talvez ele obtivesse maior sucesso profissional se trabalhasse com eventos.
    Todos nós somos contratados para uma função, onde precisamos nos empenhar ao máximo para devolver resultados à empresa, que por sua vez, espera que sejamos competentes na função em que desempenhamos e para a qual fomos contratados; ou que pelo menos tenhamos interesse de nos desenvolver, crescer, aprender e nos tornarmos competentes.
    Para uma pequena auto-avaliação, podemos fazer as seguintes perguntas:

- Quais são minhas competências?


- Quais são as competências necessárias ou esperadas para minha função? O que posso e devo desenvolver para ter melhor resultado?

- Dispenso a maior parte da minha energia na minha função ou em outras coisas?

- O que a empresa espera de mim? Quais são os resultados esperados?

     Não é que não possamos nos dedicar em outras coisas ou atividades extra-função dentro da empresa, mas ter o foco de que temos responsabilidades e resultados a mostrar. Cabe um pouco de organização e ter uma pequena parcela de tempo e energia para essas tarefas sem comprometer a função. Podemos ser o organizador do churrasquinho da turma, do futebol da turma do escritório, do happy hour, do que for, mas não dedicar toda ou grande parte de nossa energia em coisas que não são essenciais em nossa função, em nosso trabalho.

Até a próxima!