sexta-feira, 16 de outubro de 2009

De quem é o compromisso?

   Deparamos-nos com diversas situações no momento em que a empresa decide que está pronta para partir rumo à uma certificação. A mais comum é o com relação ao compromisso com o processo de implantação. De praxe, esse movimento acontece, quando a Alta Direção percebe que a empresa está madura para ter um Sistema de Gestão. Presume-se que ela esteja preparada para algo mais.
   Mas de quem é o compromisso? O compromisso é de todos, da Alta Direção, do corpo gerencial, das pessoas envolvidas na conscientização e dos profissionais de um modo geral.
   Devemos expor a todos, os benefícios que se pode obter por meio de Sistema de Gestão, suas vantagens, como pode melhorar o dia-a-dia de todos na empresa em geral.

   Mas, quais benefícios podemos ter por meio de um Sistema de Gestão baseado na ISO 9001, por exemplo?

- Padronização dos processos;
- Controle das Atividades;
- Clareza nas Informações;
- Mensuração de Resultados;
- Planejamento de Atividades e Recursos;
- Gestão de Pessoas;
- Confiabilidade do Mercado;
- Mesma língua falada em toda organização independente de unidades;
- Visão pontual e global do desempenho organizacional;

    Esses são alguns exemplos, dentre uma série de outros que podemos perceber quando implantamos o Sistema de Gestão, seja da Qualidade, Ambiental, Estratégico ou outro. Não podem ser deixados de lado, devem ser mostrados e discutidos com o objetivo de permear a resistência ao novo.
   Esse é o “peixe” que se deve vender, mas não somente isso, mostrar os resultados também. Talvez um Gerente ou Diretor não entenda determinada atividade, mas por meio do Mapa de Processo, poderá compreender, ter uma visualização geral. Os números do desempenho de cada atividade, processo e mesmo da organização passam a ser visíveis, torna a análise mais rápida, facilita a tomada de decisão, motivas as pessoas a melhorarem o desempenho dos processos.
   Quando iniciamos o projeto para implantar o Sistema de Gestão, devemos ter em mente que a Alta Direção deve estar envolvida em todas as etapas, inclusive, recebendo os resultados obtidos de forma clara e objetiva; e também envolver pessoas de diversas áreas da empresa, o que chamamos de gestores da qualidade. Esses estarão incumbidos de levar as informações e auxiliar no processo de implantação.
   Se agregarmos isso às inúmeras ferramentas da qualidade e gerenciamento existentes hoje, tem-se uma organização munida de recursos e métodos de gerenciamentos eficazes. Permite que a empresa se torne auto-gerenciável em seus processos.
   O compromisso da Alta Direção deve ser exponencial. É dela que os demais níveis terão exemplos para seguir. Só que esse compromisso deve ser antes, durante e depois da implantação, é um compromisso contínuo.
   Todos, sem exceção, fazem parte do Sistema de Gestão. Na execução da sua atividade, no controle do seu processo, participando de auditorias internas como auditor, participando do(s) comitê(s) da qualidade ou outros grupos ou comitês.
   O Sistema de Gestão vicia (no bom sentido) e depois que conseguimos enxergar o todo e também o pontual de cada processo ou mesmo da organização, podemos vislumbrar novos horizontes acerca do processo de melhoria que podemos ter. A informação se torna clara e dispersa em igualdade a todos os níveis organizacionais.
   Não só a Alta Direção, mas todos devem estar comprometidos com o sucesso do Sistema de Gestão. Sair da zona de conforto não é uma tarefa fácil, por isso, um bom projeto auxilia nesse movimento, mostra os benefícios agregados e como a melhora será importante para todos. Tudo que é novo causa medo, receio! Aproxime as pessoas, façam delas peças importantes no processo, faça-as interagir, inclusive a Alta Direção. O compromisso começa na fase de implantação, e contínua durante a manutenção. É dever de todos.

Até a próxima!

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