sexta-feira, 26 de junho de 2009

O bicho papão se chama “Auditor”?

Vemos nos processos de auditorias tanto internas quanto externas que os colaboradores e/ou empresas encaram a auditoria como uma sentença e o auditor como “bicho papão” ou “carrasco”. Bem, a verdade é totalmente inversa a esse trato. A figura do auditor ainda é encarada com certo receito, uma vez que o colaborador será questionado sobre o seu trabalho, seus métodos de avaliação, inspeção, controles, etc.. Mas não será nada além do que o colaborador não saiba.
É fato que as vezes se fica apreensivo com os resultados, ora, eles vão para o comitê e direção na reunião final da auditoria. Mas esse apreensão ou medo deve ser encarado de outra maneira. O papel do auditor é apenas verificar se as regras estabelecidas pelos processos e atividades estão sendo cumpridas. O auditor aponta os pontos falhos, ou seja, o que se escreveu mais não foi cumprido, e não só isso, numa espécie de consultoria personalizada, aponta oportunidades de melhoria, que irão abrir portas para até futuras inovações.
Certa vez, um diretor presidente de uma empresa, em conversa sobre auditorias, citou o seguinte:

“Os auditores são os anjos da guarda dos nossos colaboradores e de nossa empresa. Eles nos ajudam a enxergar onde falhamos e não percebemos, e nos dizem onde podemos melhorar.”

O fato é que o auditor é uma peça fundamental dentro do Sistema de Gestão da Qualidade. Citei certa vez que, mesmo não sendo diretamente inserido dentro da área da qualidade, o colaborador faz parte do todo, e conhecendo a norma, mesmo que de forma não aprofundada, contribui muito para que os processos estejam sempre aderentes as regras que estabeleceram.
A dinâmica que vivemos hoje é enorme, como diz aquela frase tão batida, “a única certeza que temos é que tudo irá mudar”, ou seja, a velocidade com que as coisas acontecem, exige que mantenhamos um controle eficaz e eficiente do SGQ como um todo. O auditor é a peça chave que nos ajudará no dia-a-dia, quando está na sua atividade, contribuindo e dividindo o conhecimento com a equipe e tomando ações preventivas, e nas épocas de auditorias internas avaliando o desempenho do SGQ.
Já o auditor externo, tem grande importância, apesar de realizar uma auditoria mais despojada, por não conhecer a fundo o processo da empresa, mas tem uma bagagem enorme e uma visão diferente do que se está habituado, alguns até são consultores. Ele irá perceber pontos que nós, mesmo de áreas diferentes, as vezes não percebemos. O auditor externo irá, além de avaliar no SGQ por meio de amostragens, contribuir com momentos de consultoria dirigida, ajudando a aperfeiçoar processos por onde passa.
Cabe a nós aproveitarmos esses momentos e angariar conhecimento, tirar dúvidas, conhecer e aprender. Seja você um “anjo da guarda”, quando a empresa lhe indicar para fazer parte do grupo de auditores internos não perca a oportunidade. Será mais uma forma de crescimento e aprendizado para sua carreira.
Ah! Auditor não é o bicho papão!

Até a próxima!

Nenhum comentário:

Postar um comentário