sexta-feira, 26 de junho de 2009

A desmistificação dos indicadores financeiros

Tenho recebido algumas perguntas e dúvidas quanto aos indicadores de processo que se deve ter no SGQ de uma organização, seja ela de pequeno ou grande porte. Dentre todas as questões que recebi o que mais gera dúvida, são os indicadores financeiros.
Em grande parte, não são ou não podem ser abertos a todos os colaboradores, mas existem indicadores que são fundamentais, principalmente para que possam alavancar o crescimento da organização.
Por exemplo, o indicador de Lucratividade ou Lucro Líquido de uma empresa, em sua maioria, é aberto apenas ao corpo diretor e não aos demais colaboradores, mas o indicador “Índice de inadimplência” pode e deve ser trabalhado com afinco para que o anterior possa crescer.
Entre as dúvidas, apareceu o Vale Transporte (VT), Vale Refeição (VR) e o Pagamento em dia do Salário. Bem, traduzindo isso para o cotidiano, não podemos tratá-los como indicadores, essas são obrigações ou pelo menos direitos adquiridos ou ainda benefícios oferecidos as pessoas. Por exemplo, pegamos o Vale Transporte (VT) como indicador, como poderemos medir ou monitorar? Qual é a meta? Existe? Ora, uns utilizam, outros utilizam parcialmente, outros usam veículo próprio, outros não utilizam esse benefício. Da mesma forma para o VR, já Pagamento de Salário e outros similares, são direitos, e não podem ser tratados como indicador.
Trazendo para o processo financeiro, além do já citado “índice de inadimplência”, cuja meta pode e deve ser 0%, temos outros como “Pagamentos em dia (Contas a Pagar)”, “Descontos Obtidos”, “Custo mensal de Assistência Técnica”, “Faturamento”, “Reclamação de Duplicatas com Erros” entre outros, que permitam enxergar de forma produtiva o desempenho do processo e da empresa como um todo.
Se pararmos para pensar, quase todos os indicadores convertidos e expressos em valores monetários, seja em moeda real ou da empresa, podem não estar diretamente ligados ao processo financeiro, mas pode ser monitorado por ele. Talvez essa seja uma dificuldade a ser superada, identificar o que o financeiro pode medir e monitorar.
Existem exemplos de indicadores que envolvem valores que são controlados por outras áreas, por exemplo, “Custo da má Qualidade”, “Quebra no Processo Produtivo”, “Eficiência de Produtividade”, “Custo de Manutenção”, em fim, N indicadores expressam valor monetário, e outras áreas monitoram. Cabe ao gestor do Processo Financeiro definir o que ele julga necessário para sua área e suas estratégias. Lembre-se, use somente o que julgar necessário, nem sempre o que serve para um serve para outro.

Até a próxima!

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